Grupo ajuda familiares de dependentes químicos


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“Antes eu passava por todos os lugares, todas as biqueiras, bocas, não tinha medo, corri até risco de morte, a única coisa que eu queria encontrar era meu filho”, foi com essas palavras que uma mãe frequentadora do grupo de apoio aos familiares de narcóticos anônimos de Itupeva mostrou parte de sua luta em resgate de seu filho.

Surgido desde meados de 2008, ele oferece atendimento a familiares de dependentes químicos, dando apoio necessário para o seu dia-a-dia como explica a psicóloga e coordenadora do grupo Iracilda Sousa “Aqui procuramos orientar, desmistificar as crenças, verificar os danos e os prejuízos que as drogas causam. Quais são os efeitos causados nas pessoas.”

“A função do grupo é ajudar a família, pois ela é coodependente da dependência química de seu ente”, diz Iracilda. Para alcançar o objetivo a equipe de trabalho foi toda especializada em dependência química pela Unifesp.

As reuniões das quintas-feiras tem em sua maioria mulheres, que procuram ajuda para si, namorados, maridos, filhos e irmãos, como no Caso de R. M que ao lado de sua filha J.F, começaram a frequentar o grupo buscando ajudar seu filho mais novo, que é usuário de drogas há 4 anos, a mãe conta que eu depois da morte de sua  marido foi que seu filho começou a usar drogas, sendo preso 3 vezes por de entorpecentes e que já furtou alguns objetos de casa, sendo internado por ordem judicial pelo período de 10 meses.

Há 4 anos lutam para tirar seu filho deste caminho R.M fala das mudanças que ocorram em seu relacionamento dentro de casa com ele “ o grupo me ajudou muito. Eu não sábia como lhe dar com o problema dele, hoje aprendi muito bem a encarar isso.”

J.F também fala das mudanças de seu relacionamento com o irmão desde que passou a frequentar as reuniões “eu aprendi aqui a lhe dar com os problemas da dependência de meu irmão.”

Divorciada e não contando com a ajuda de seu ex-marido, C.S.A luta ao lado de seus familiares desde 2011 por seu filho. Hoje os dois frequentam o grupo, ele o de dependentes químicos, resultado esse que foi incentivado pelo próprio grupo “aqui aprendi a sempre lutar, nunca desistir” disse C.S.A.

O grupo de apoio aos familiares de dependentes químicos acontece as quintas-feiras, a partir das 19h30 no CAPS (Centro de Atenção Psicossocial), localizado na Rua João Sábio, nº300, Jd. Ana Luiza.

Dependência química

Em paralelo ao grupo de apoio a familiares existe outro para dependentes químicos. Funcionando no mesmo horário e local, o que os separa é uma porta, um murro de dois mundos diferentes que lutam contra a mesma causa, a dependência.

Projeto de atendimento aos dependentes químicos começou juntamente com o de apoio a família em 2008, sua equipe é formada pela psicóloga especialista em dependência química Francismari Barbin, assistente social Fatima Sinhorini, psiquiatra José Alfredo Fontinelli Feijó e a psicóloga e coordenadora do grupo e do CAPS Iracilda Sousa.

Usando a terapia na prevenção de recaídas e o manejo da fissura (vontade incontrolável) sentida pelo dependente.

“A maioria das pessoas que frequentam aqui são homens, pois as mulheres tem mais dificuldades de procurar esse tipo de ajuda, pelo fato de muitas vezes não assumirem que são dependentes” analise feita por Francismari que é a responsável por conduzir às reuniões de todas as quintas-feiras as 19:30h.

Álcool, cocaína e crack são as drogas mais usadas pelos dependentes que frequentam o grupo, o que chama atenção de acordo com a psicóloga é que jovens da faixa de 14 anos já são usuários de crack.

No futuro a pretensão é que o grupo seja dividido por gêneros, idade, e tipos de dependência.

 

 

 

 

 

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